Quando Tudo Começou
A Fase McDonald's Chega ao Fim
O Meu Primeiro Estágio
A Fase Telemarketing
O que eu posso dizer sobre o Telemarketing? Definitivamente não faz meu tipo! Meus recordes nesse segmento do mercado foi um dia numa empresa e uma semana em outra. O Telemarketing me enfurece (olha a profundidade) devido ao fato de as pessoas que trabalham nesse segmento serem treinadas diária e constantemente para se tornarem verdadeiros e irritante robôs (é claro que toda regra tem sua exceção). Numa das empresas que trabalhei, por exemplo, sempre que eu desligava o telefone eu dizia "Tenha uma maravilhosa tarde (ou noite)", os clientes adoravam, até brincavam comigo. Falar "tenha uma maravilhosa tarde ou noite" quebra aquele ciclo vicioso que os operadores tem, isto é, repetem seu nome e te chamam de senhor ou senhora ao final de cada palavra que pronunciam e ao final o clássico e enjoativo "agradecemos a atenção e tenha uma boa tarde ou noite". Um dia a auditoria estava escutando as ligações e minha supervisora imediata chegou a mim e disse que eu não poderia falar com o cliente da forma como estava falando, que o protocolo não é dizer "tenha uma maravilhosa tarde ou noite", mas sim "agradecemos a atenção e tenha uma boa tarde ou noite". Nessa mesma hora eu pedi as contas, se a empresa queria uma pessoa que era um robô, que não desperta nos clientes o desejo de conversar confortável e amigavelmente, essa pessoa não seria eu. A única coisa boa do Telemarketing é que você se diverte, o pessoal geralmente é legal e as situações do cotidiano são hilárias. Algumas coisas que já ouvi trabalhando com TMKT:
1) Pedi para a mãe da cliente anotar o meu telefone para que ela pudesse me retornar, eis a resposta: Moço, não posso anotar o seu número de telefone porque a minha netinha acabou de pegar o papel e a caneta e sair correndo.
2) Não posso anotar o seu telefone porque minha filha levou todas as canetas da casa para o serviço.
3) Pedi para a cliente anotar o número do telefone e ela falava "Hum, ham, ha-ram...", como se estivesse anotando. Quando pedi para ela confirmar o número que passei, disse o seguinte: Repete de novo, o papel que anotei acabou de voar, depois tudo o que eu ouvi foi “Tuuuu, Tuuuu, Tuuuu”
Outro fato que me fez ficar com raiva de telemarketing foi quando ligaram do banco, para me oferecer um seguro residencial. A atendente devia usar muito óleo de peróba no dia-a-dia, pois tentou me convencer com o seguinte argumento:
"Senhor, o senhor sabe que ultimamente está chovendo muito não é? Então senhor, estou lingando para saber se o senhor não se interessaria em fazer um seguro residencial. O senhor sabe que, com tantas chuvas a incidência de raios é maior, e pode ser que um caia na casa do senhor, se isso acontecer, e o senhor tiver um seguro residencial, o senhor receberá uma quantia em dinheiro para ajudar nesse momento de adversidade..."
Sem comentários...
O Quarteto Fantástico
Depois que passou a fase dos Telemarketings, consegui um estágio no Departamento Financeiro da ACF Brasil (mais especificamente na área de faturamento), uma distribuidora de produtos de Higiene e Limpeza. Foi nessa empresa que conheci quatro meninas loucas de pedra (Priscilla Folgadona, Adriana Formigona, Patrícia Que Ninguém Te Ama e Lúcia Soneca. Lúcia (Soneca) é a Contas À Receber mais dorminhoca que conheço, os litros de café não davam conta do sono que esse ser demonstrava ter; Patrícia (Que Nínguém Te Ama) é a Japoronga que conseguiu se livrar do vício do fumo apenas mascando chicletes anti-tabagismo, o problema é que ela ficou viciada nos chicletes. Uma das coisas que mais gosto nela, é o namorado que ela tem (rs rs rs); Adriana (Formigona) era a Contas À Pagar hiperglicêmica (Hoje é estagiária de arquitetura. Me impressiona a capacidade que essa menina tem em arrumar serviços onde trabalha poucas horas), isso porque todos os dias ela levava barras de chocolate, bolos, brigadeiros, tortas e petiscos de todos os tipos para comer durante o expediente. O que mais invejo nela é a capacidade de comer um monte de porcaria hipercalórica e continuar sendo um pau-de-virar-tripa; Pricilla (Folgadona) era minha chefe. Essa menina nasceu com o incrível dom de explorar e ferrar com a vida de estagiários, todos os dias chegava atrasada, errava notas ficais (conseguiu bater o recorde da empresa ao errar 60 notas fiscais em sequência e não ser descoberta pelo dono, é claro que a Adriana Formigona ajudava nessas "safadezas"). Brincadeiras à parte, tudo o que eu disse é verdade (com exceção da parte da Priscilla Folgadona, pois, quem fazia tudo aquilo que está escrito era eu mesmo). Estudos comprovam que algumas pessoas afetadas pelo T.O.C. (Transporno Obsessivo Compulsivo) tendem a fazer uma idiotice qualquer, por diversas vezes, temendo que algo de ruim aconteça caso não façam a idiotice em questão. Nós (Eu, Priscilla Folgadona e Adriana Formigona) desenvolvemos um T.O.C. (fruto de um ano de convivência diária), pois, ano após ano, vamos juntos ao Show da Virada na Avenida Paulista achando que isso fará que o ano seja perfeito e cheio de paz (o que não é verdade, pois, no primeiro dia do ano a Adriana conseguiu arrumar briga com uma tia bêbada, e eu passei um p*** nervoso ao ver a Adriana e a Pricilla dispensarem um loiro e um moreno super sarados). Se algum dia você quiser trabalhar na ACF, se prepare, você aprenderá muitas coisas e trabalhará pesado (Quer um conselho? Leve um fone de ouvido, pois, do contrário, terá de suportar um rádio quebrado que só funciona na Antena 1). Trabalhei na ACF durante um ano e então fui em busca de outra oportunidade de aprendizado.
Minha Vida na Cummins Brasil
Essa nova oportunidade de aprendizado veio quando fui aprovado para vaga de Aftermarket Parts Intern (Estagiário de Pós-venda de Peças) no processo seletivo da Cummins Brasil. A Cummins é uma multinacional norte-americana fabricante de motores diesel, geradores e componentes, localizada em Guarulhos. Eu trabalho no Departamento de Peças de Power Generation (peças de grupos geradores), sendo responsável pela aprovação dos DRE - Design Review Eletronic, manutenção e cadastro de peças no Oracle, diagramação do Aftermarket Newsletter no InDesign (publicação trimestral enviada aos líderes globais de peças), confecção e divulgação dos relatórios de DAOP - Distributor's Annual Operating Plan (Plano de Operações Anual dos Distribuidores), formação de preço de peças, acompanhamento diário de vendas e suporte em conferências e reuniões internacionais. Foi aqui na Cummins que conheci uma grande pessoa, mais do que isso, um grande ser humano: minha antiga chefe, e atual amiga Andrezza. Sabe aquela pessoa que transmite bons fluidos, que se preocupa com o sofrimento e condição do próximo, que fica triste toda vez que vê um animalzinho abandonado ou maltratado? Essa pessoa é a Andrezza. Não tenho vocabulário suficiente para descrever o orgulho e satisfação que sinto por trabalhar ao lado de uma pessoa como ela (não estou puxando saco, estou falando de coração). Não bastasse o lado humanitário e solidário, ela é uma excelente profissional. Trabalhou na linha de produção e posteriormente com Administração de Materiais na Cummins, e, tão logo criaram a vaga de Aftermarket Parts Analyst (Analista de Pós-venda de Peças) do então inexistente Aftermarket Parts Department (Departamento de Pós-venda de peças), se inscreveu para a vaga e, após ser entrevistada e avaliada (por líderes nacionais e globais) foi alocada para a vaga. Como o chefe dela (e posteriormente, chefe meu também) era o então Global Parts Leader (Líder Global de Peças), ela recebia todo o treinamento e suporte via Teleconference (Teleconferência), tendo que criar o Departamento (inexistente até então) e estruturas os seus processos sozinha. Hoje temos mais uma pessoa no Parts Team (time de peças) e como a Andrezza será mamãe em breve, estou sendo treinado para cuidar das atribuições dela enquanto estiver na licença maternidade. Recomendo o programa de estágio da Cummins para todos os estudantes que desejam dar um salto com relação ao nível prático e teórico de aprendizado.
Surge Um Designer Gráfico
Uma curiosidade a meu respeito, é que tenho conhecimentos em Design Gráfico (CorelDRAW, InDesign e PhotoShop), não graças à uma das franquias da S.O.S Educação Profissional. Vou ser curto e grosso, se você quiser fazer algum curso na área de informática, busque o conhecimento em qualquer lugar desde que esse lugar não esteja localizado no número 2169 da Avenida Nova Cantareira (Tucuruvi, Zona Norte de São Paulo), não posso ser leviano ao ponto de dizer que todas as franquias da S.O.S são má administradas no que diz respeito à Administração do Relacionamento com o Cliente, Administração Financeira e Administração Jurídica, mas posso afirmar com certeza absoluta que a franquia situada no endereço citado, cuja Razão Social é Infocad Informática S/C LTDA o é, pelos seguintes motivos:
1) Fiquei mais de um mês sem ter aulas, quando entrei em contato me informaram que a próxima turma começaria no mês seguinte (no total, ficaria quase dois meses sem aula.
2) Devido ao número de dias sem aulas, liguei para cancelar o contrato e me deram a maior lição de moral, dizendo que o contrato é a base do negócio e quem eles o seguiam à risca e que, devido a isso, teriam de aplicar a multa por desistência prevista neste.
3) Resolvi estudar minuciosamente o contrato e descobri que havia uma cláusula que dizia que poderia haver uma "falta de aula" de no máximo 30 dias corridos para remanejar turmas (eu já estava a mais de um mês sem aulas, ou seja, a Infocad não estava cumprindo o contrato).
4) Quando liguei para conversar com a "gestora" do negócio e informei que eles estavam em desacordo com o contrato (vide item anterior), ela me ofereceu aulas VIP pela metade do preço (e quando disse que não tinha interesse, ofereceu pelo mesmo valor das aulas em turma). Como eu já havia sido cobrado inúmeras vezes quanto ao valor da mensalidade que estava pendente (o que me deixou constragido, pois, até usaram o argumento de enviar meu nome aos órgãos competentes caso eu não efetuasse o devido pagamento), e eles haviam dito que a clausula contratual que prevê multa deve ser seguida quando há desistência por parte do aluno (Não é engraçado? Para aplicar multas o contrato serve, mas para cumprir prazos não!), eu não aceitei as aulas VIP e disse que queria apenas o que foi acordado desde o início, nem mais nem menos.
5) Eu decidi levar o caso para a Justiça e agora só me resta esperar. Quando sair uma resposta definitiva e esse caos terminar, eu atualizo essa parte de minha biografia para vocês. O pior de tudo é que fiquei sem o módulo que eu mais queria: PhotoShop.
Aqui vai uma dica: se você quiser aprender qualquer coisa na área de informática, tente desenvolver o autodidatismo, afinal de contas, as apostilas oferecidas pela maiorias das instituições são pobres de conteúdo e não são mais do que recortes de pedaços de grandes obras. Acho muito mais vantajoso e barato comprar um bom livro, pesquisar na internet e aprender sozinho do que gastar em média R$1.000,00 para aprender o básico. Foi assim que aprendí a utilizar o PhotoShop. As ferramentas gráficas possuem uma importância profissional e pessoal na minha vida, com o InDesgin faço a diagramação do Aftermarket Newsletter na Cummins e com o CorelDRAW e PhotoShop faço wallpapers e banners de divulgação de meus setmix (como o que vem nos meus sets disponibilizados para download no 4Shared). Já cheguei a utilizar o CorelDRAW inclusive na Cummins, como é o caso de uma etiqueta que desenvolvi para os geradores, contento informações sobre toda a rede de distribuidores nacionais e internacionais, com o objetivo de incrementar as vendas de peças junto ao cliente final.
Uma "Santa" Confusão
Quem nunca fez um barraco ou arrumou uma confusão que atire a primeira pedra! O que vou contar para vocês se passou na filial Jaçanã da Congregação Cristã no Brasil. Não me orgulho nem um pouco do ocorrido e ratifico que minha atitude foi errada (da forma como se processou) e só ocorreu devido ao fato de até então eu conseguir canalizar minha raiva com a finalidade de promover o domínio da mente sobre o corpo (embora isso seja uma lição que deve ser praticada diariamente e "testada" nas diversas situações). Tudo aconteceu numa tarde de domingo, quando minha mãe teve a brilhante idéia de me convidar para ir à reunião mensal de jovens da igreja em questão. Como eu já estava vez ou outra, indo nos cultos dessa Igreja (pois até então não aconteceu nada como o que aos poucos está sendo narrado) decidi aceitar e ir. Quando cheguei lá, me sentei no fundo da Igreja como sempre fazia e esperei o culto (ou sei lá como eles chamam) começar. Quando começou estava indo tudo bem, o "iluminado" do dia estava passando sermões do seguinte tipo para os jovens: "Não fume, não beba, não fornique, não traia, não mate, não roube e etc." O ponto alto da tarde foi quando ele disse para os jovens tomar cuidado com o que eles vêem e buscam na internet, pois segundo ele "um clique é o suficiente para mandar uma pessoa para o inferno" (Engraçado não é? Para ele saber o que leva ou não para o inferno é porque ele já deve ter ouvido dos lábios do próprio Deus"). A coisa começou a ficar feia quando ele começou a criticar baladas (meu lado aspirante à DJ ficou muito descontente) e ficou preta quando o assunto rumou para sexualidade. Ele começou argumentando com a típica frase utilizada por todas as religiões não esclarecidas: Deus criou Adão e Eva e não Adão e outro homem ou Eva e outra mulher. Eu aos poucos senti meu coração acelerar e a raiva tomando conta do meu corpo. Eu pensei que ia parar por aí, até que ele me solta essa: "Uma irmã dessa igreja chegou a mim desesperada por um conselho. Ela me disse que trabalhava em uma empresa onde 90% dos funcionários são homossexuais (comentário meu: Provavelmente ela trabalhava numa empresa de TMKT). Ela me perguntou o que deveria fazer, se deveria ou não pedir as contas, e agora eu digo a vocês todos o que deve ser feito caso sua empresa seja como a dela: Trabalhe normalmente e quando bater seu cartão vá embora e não se misture com ninguém de lá!". Nessa hora eu não aguentei, eu levantei do banco e lá do fundo da igreja berrei: "Cala a sua boca seu idiota!!! Eu sou gay e tem muito gay que vale mais do que você, seu cretino!!!" Dei uma bela cuspida no chão e saí. Lá fora veio alguns caras da igreja querendo conversar comigo e eu só conseguia dizer para cada um deles ir à P*** que os pariu, tomar no ** e sair da minha frente se não quisessem que eu quebrasse a cara de cada um deles. Apensar de me sentir feliz (com ar de vitíria e orgulho) por não ter voltado para casa com tamanho desaforo nas costas, minha atitude não foi certa, pelos seguintes motivos:
1) Violência, agressão, raiva e ódio gera mais violência, agressão, raiva e ódio.
2) Quando esse fato lamentável ocorreu, eu já estava alinhado com os objetivos da Relíquia da Jornada e com os ensinamentos da doutrina Espiritualista, isto é, eu deveria ter compreendido que o pastor (ou seja lá como ele é denominado nessa igreja) ainda não adquiriu o grau de maturidade e conhecimento necessário para compreender a essência básica de Deus e nem o seu propósito com cada uma das coisas.
3) Há muitas maneiras pacíficas de se resolver uma situação qualquer, eu, por exemplo, poderia ter esperado pacientemente o final do culto e ir falar direto com ele. Poderia questionar muitas coisas, mostrar contradições nos ensinamentos e buscar entender a origem e explicação por trás dessas contradições, assim, ele aprenderia e eu também (da forma como a história se desenrolou, todos perderam.
Uma coisa que eu não consigo entender é o porque de as igrejas ao invés de pregarem o amor e a paz, elas se preocupam em despertar nas pessoas o sentimento de individualidade e preconceito. O mundo está cada vez pior, as pessoas estão cada vez mais intolerantes e essas instituições estão se esquecendo de que antes da opção sexual, escolhas dos indivíduos e hábitos de vida, deveria existir o respeito pelo ser humano e pelo livre arbítrio.
Uma Fase de Descobertas
Eu nasci homossexual, isso é um fato! Ao contrário do que muitos pensam, ser gay (ou lésbica) não é uma questão de escolha, afinal de contas, a pessoa não dorme pensando no sexo oposto e acorda disposta a se relacionar com o mesmo sexo. Eis o problema: desde pequeno, tanto o homem quanto a mulher são criados, ou melhor, socializados para ter um padrão comportamental. Esse processo é tão sutil, que muitas vezes nem percebemos que nos deixamos levar por ele. Desde pequena a menina se vê rodeada por idéias que acabam por compor seu subconsciente e criar nela valores e idéias pré-concebidas. Parece um absurdo, mas, desde criança a menina tem contato com bonecas, louças, utensílios domésticos de brinquedos tais como ferro e máquina de lavar roupas, porque isso é o padrão comportamental que a sociedade espera de uma mulher: ser uma dona de casa, que vai ter filhos e cuidar das atividades domésticas. O mesmo acontece com os meninos, desde pequenos são envolvidos em atividades como futebol, consertos, lutinhas que acabam por despertar neles a idéia pré-concebida de que tem que ser um trabalhador, chefe de família, que irá casar, ter filhos e sustentar uma família, é isso o que a sociedade espera do sexo masculino. O que acontece é exatamente isso: A sociedade cria um padrão, e tudo o que foge dele é visto com maus olhos, e não se trata apenas de sexualidade, pois, as mulheres enfrentaram e ainda enfrentam muitas barreiras no que diz respeito à igualdade dos sexos, isto é, salários desproporcionais para mesmo cargo, preconceitos e descriminações, e pelo simples fato de não querer ser a dona-de-casa que a sociedade esperava que fosse. Um dos maiores absurdos com o qual já tive contato, é a desculpa que alguns líderes religiosos utilizam para justificar o seu preconceito para com quem não faz parte do padrão heterossexual: que estão defendendo a unidade da família! É um absurdo um líder religioso (muitos dos quais formados em universidades renomadas – que se supõe ser a responsável por despertar nos graduandos o pensamento científico e crítico – e nas mais diversas áreas do saber) dizer que aceitar o homossexualismo é decretar o fim da humanidade, na medida em que um casal gay, não podendo procriar, a humanidade seria extinta. Será que um indivíduo desse realmente acredita que os heterossexuais deixarão de existir ou será esse argumento é apenas uma saída pela tangente para o preconceito que demonstrar ter? No auge dos meus 17 anos eu comecei a ter um olhas mais crítico com relação a mim mesmo, e decidi me assumir para minha família, tomei essa decisão devido ao fato de eu não gostar de mentiras, e se eu não saísse do armário teria de viver mentindo sobre os lugares para onde e com quem estaria indo e sobre com quem estava ficando. Cada família possui suas características e peculiaridades, e, cada pessoa sabe (ou deveria saber) com quem está lidando. Eu sabia desde o começo que não seria fácil, mas que no final de tudo o amor e respeito falariam mais alto (o que infelizmente não acontece em algumas famílias, as quais chegam a recorrer à violência e ao abandono). A primeira pessoa que soube de minha opção sexual foi minha tia e madrinha Edna, contar não foi nada fácil: simplesmente não saia nada de minhas cordas vocais! Até que ela fez algumas afirmações, que acabaram por revelar tudo. Ela entendeu prontamente e disse que o fato de uma pessoa ser gay ou lésbica não afeta em nada o que ela é como ser humano. A parte mais difícil veio em seguida: contar para a família.





